Em resumo:
- Pix liderou os pagamentos no Brasil no primeiro semestre de 2026, com quase 44 bilhões de transações, o equivalente a 55,2% do total, segundo dados do Banco Central;
- Cartões de crédito, débito e pré-pago somaram 24,5 bilhões de transações, representando 30,8% dos pagamentos. No segundo trimestre, as compras parceladas responderam por 47,5% do valor movimentado no cartão de crédito;
- Pix e cartão seguem relevantes para os hábitos de pagamento dos brasileiros, reforçando a importância de empresas estrangeiras oferecerem essas opções para facilitar compras de clientes no Brasil.
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O Pix respondeu por 55,2% das transações de pagamento realizadas no Brasil no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (27). Foram quase 44 bilhões de operações por meio do sistema de pagamentos instantâneos, um crescimento de 19,4% em relação ao mesmo período de 2025.
No total, o país registrou 79,7 bilhões de transações de pagamento, que movimentaram R$ 71,9 trilhões nos seis primeiros meses do ano. Os números representam aumentos de 12,3% na quantidade de operações e de 20,8% no valor movimentado, na comparação anual.
As informações fazem parte das Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões no Brasil, levantamento que reúne dados sobre o uso dos instrumentos de pagamento, o mercado de cartões e os canais utilizados para realizar transações bancárias.


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Pix lidera quantidade de transações no Brasil
O Pix manteve a liderança entre os meios de pagamento em quantidade de operações, concentrando mais da metade das transações registradas no primeiro semestre.
Em volume financeiro, o sistema respondeu por 28,1% do total movimentado, ocupando a segunda posição entre os instrumentos analisados pelo Banco Central. A liderança nesse indicador ficou com a Transferência Eletrônica Disponível (TED), responsável por 32,7% do valor transacionado.
O valor médio das operações via Pix foi de R$ 459, aproximadamente 7% superior ao registrado no primeiro semestre de 2025.
Entre as transações realizadas pelo sistema, os pagamentos de pessoa para pessoa (P2P) representaram 40% da quantidade de operações e 25% do volume financeiro movimentado.
QR Code dinâmico lidera formas de iniciação do Pix
O levantamento também mostra como os brasileiros iniciam suas transações via Pix. No segundo trimestre de 2026, o QR Code dinâmico foi a modalidade mais utilizada em quantidade de operações, com participação de 43,2%.
Em seguida, apareceram os pagamentos iniciados por chave Pix, responsáveis por 37,2% das transações, e a inserção manual dos dados da conta, com 10,8%.
Quando considerado o valor movimentado, a distribuição foi diferente. As chaves Pix concentraram 48,7% do volume financeiro, enquanto a inserção manual respondeu por 39,6% e o QR Code dinâmico, por 9%.
Cartões registram 24,5 bilhões de transações
Além do crescimento do Pix, os cartões de pagamento mantiveram participação expressiva nas operações realizadas pelos brasileiros. Segundo o Banco Central, os cartões de crédito, débito e pré-pago somaram 24,5 bilhões de transações no primeiro semestre de 2026, o equivalente a 30,8% do total de pagamentos.
Na comparação com o mesmo período de 2025, a quantidade de operações cresceu nas três modalidades:
- Cartão de crédito: aumento de 9,2%;
- Cartão de débito: crescimento de 0,5%;
- Cartão pré-pago: alta de 1%.
O cartão de crédito também apresentou o maior crescimento em volume financeiro entre as modalidades de cartão, com alta de 13,8%. Considerando apenas os instrumentos baseados em cartão, o crédito concentrou 72% do valor movimentado. O valor médio das transações foi de R$ 135 no crédito, R$ 58 no débito e R$ 39 no pré-pago.
Ao final do primeiro semestre, o Brasil contabilizava 262,6 milhões de cartões de crédito ativos, além de 160,1 milhões de cartões de débito e 68,4 milhões de cartões pré-pagos.
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Parcelamento representa quase metade do valor movimentado no crédito
Embora a maior parte das transações com cartão de crédito seja realizada à vista, o parcelamento responde por uma parcela relevante do volume financeiro.
No segundo trimestre de 2026, as compras à vista representaram 88,1% da quantidade de operações com cartão de crédito. As transações parceladas corresponderam aos 11,9% restantes.
Entretanto, quando considerado o valor movimentado, a diferença diminui.
| Forma de pagamento | Participação no valor transacionado |
|---|---|
| À vista | 52,5% |
| De 2 a 3 parcelas | 17% |
| De 4 a 6 parcelas | 14,1% |
| 7 parcelas ou mais | 16,4% |
Assim, as compras parceladas representaram 47,5% do valor movimentado no cartão de crédito durante o segundo trimestre.
Os dados mostram que, apesar de menos frequentes em quantidade, as operações parceladas têm participação significativa no volume financeiro do crédito.
Para empresas que vendem a consumidores brasileiros, esse comportamento reforça a importância de considerar diferentes condições de pagamento no momento da compra.
Pagamentos por aproximação e recorrentes também avançam
O Banco Central identificou mudanças nos hábitos de utilização dos cartões. No segundo trimestre de 2026, os pagamentos por aproximação representaram 46% das transações com cartão de crédito, 57,7% das operações de débito e 71,9% das realizadas com cartões pré-pagos.
Já as transações pela internet corresponderam a 22% da quantidade de operações com cartão de crédito, 11,1% no débito e 7% no pré-pago. O levantamento também aponta crescimento dos pagamentos recorrentes no crédito, utilizados em cobranças periódicas.
Essas operações representaram 10,6% da quantidade de transações com cartão de crédito no segundo trimestre de 2026, em comparação com 9,4% no mesmo período de 2025.
No Pix, o uso da modalidade automática também avançou. O número de transações pelo Pix Automático passou de 4 milhões no primeiro trimestre para 9,5 milhões no segundo trimestre de 2026. O valor movimentado cresceu de R$ 2,3 bilhões para R$ 3,5 bilhões entre os dois períodos.
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O que os dados mostram para empresas que vendem ao Brasil?
Os números do Banco Central evidenciam a participação do Pix e dos cartões na rotina financeira dos brasileiros. Embora o Pix concentre a maior quantidade de transações, os cartões continuam relevantes, especialmente quando se considera o valor das compras parceladas.
Para empresas estabelecidas no exterior que atendem consumidores brasileiros, disponibilizar meios de pagamento familiares ao público pode contribuir para reduzir dificuldades na finalização das compras.
Isso inclui permitir que os clientes paguem em reais, utilizem o Pix ou dividam o valor da compra no cartão de crédito, conforme as condições oferecidas pelo estabelecimento.
A adaptação do checkout aos meios de pagamento utilizados no Brasil pode ser especialmente importante para negócios internacionais que vendem serviços, produtos ou experiências diretamente ao consumidor.
Como a Glin facilita o recebimento de pagamentos do Brasil?
A Glin oferece uma solução de pagamentos internacionais voltada a empresas no exterior que atendem clientes brasileiros. Com a plataforma, os estabelecimentos podem disponibilizar pagamentos em reais por Pix ou cartão de crédito, com possibilidade de parcelamento em até 12 vezes, de acordo com as condições da operação.
Dessa forma, o consumidor brasileiro pode utilizar meios de pagamento conhecidos, enquanto a empresa estrangeira conta com uma estrutura para receber pagamentos internacionais.
Em um mercado no qual Pix e cartão concentram grande parte das transações, oferecer alternativas de pagamento pode ajudar negócios no exterior a simplificar o processo de compra para seus clientes brasileiros.
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