Em resumo:
- Banco Central do Brasil e Banco Central Europeu começaram a avaliar uma possível conexão entre o Pix e o TIPS;
- A integração poderia tornar remessas e pagamentos entre Brasil e Europa mais rápidos e potencialmente menos custosos;
- O projeto ainda está em fase de avaliação e não há previsão para a conexão entrar em funcionamento.
Continue lendo e entenda como a integração pode funcionar!
Fazer um Pix entre o Brasil e a Europa poderá se tornar uma realidade no futuro. O Banco Central do Brasil (BC) e o Banco Central Europeu (BCE) iniciaram estudos para avaliar uma possível conexão entre o Pix e o TARGET Instant Payment Settlement (TIPS), infraestrutura europeia para liquidação instantânea de pagamentos.
A iniciativa foi anunciada em 24 de setembro e prevê a análise conjunta de questões técnicas, operacionais, jurídicas e de negócio necessárias para uma eventual integração.
Caso o projeto seja considerado viável, a conexão poderá permitir remessas internacionais e pagamentos de compras entre Brasil e países europeus com disponibilização dos recursos na moeda local do destinatário em poucos segundos.
Por enquanto, porém, trata-se de um estudo. Isso significa que ainda não é possível fazer um Pix diretamente para a Europa por meio dessa integração, e o Banco Central não informou uma data para que a funcionalidade esteja disponível.


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Pix vai funcionar na Europa?
Ainda não. O que existe atualmente é uma avaliação de viabilidade para conectar a infraestrutura do Pix ao TIPS. Segundo o Banco Central, o objetivo é estudar maneiras de tornar os pagamentos entre os dois mercados mais rápidos, eficientes, acessíveis e convenientes para pessoas e empresas.
Se a conexão avançar, um pagamento iniciado no Brasil poderá chegar ao destinatário na Europa já convertido para a moeda local. Da mesma forma, a infraestrutura poderia facilitar operações no sentido contrário.
Os detalhes de como essa experiência funcionaria para o usuário, entretanto, ainda dependem dos estudos conduzidos pelas autoridades monetárias.
O que é o TIPS?
O TIPS, sigla para TARGET Instant Payment Settlement, é uma infraestrutura criada pelo Eurosistema para realizar a liquidação imediata de pagamentos. Atualmente, o sistema opera com euro, coroa sueca e coroa dinamarquesa.
A proposta de integração envolve, portanto, duas infraestruturas públicas de pagamentos instantâneos. De um lado está o Pix, operado pelo Banco Central brasileiro. De outro, o sistema desenvolvido pelo Eurosistema.
De acordo com o BC, o Pix processa aproximadamente 250 milhões de transações por dia, com liquidação em tempo real em moeda de banco central.
Como poderia funcionar a conexão entre Pix e TIPS?
A principal mudança estaria na possibilidade de conectar sistemas que atualmente funcionam em jurisdições e moedas diferentes. Caso a integração seja implementada, uma transferência internacional poderia ser iniciada por meio de uma infraestrutura de pagamentos instantâneos e terminar com o dinheiro disponível na moeda local do destinatário.
O Banco Central cita dois usos que poderiam ser beneficiados:
- remessas internacionais entre Brasil e Europa;
- pagamentos de compras realizados entre os dois mercados.
A expectativa é que os recursos possam ser disponibilizados em poucos segundos, reduzindo algumas das etapas tradicionalmente associadas aos pagamentos internacionais.
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Conexão entre Pix e Europa pode reduzir custos?
Segundo o Banco Central, uma eventual integração tem potencial para tornar as transferências mais rápidas, eficientes e menos custosas. Isso não significa, entretanto, que os pagamentos internacionais passarão a ser gratuitos. O projeto ainda está em avaliação, e questões como modelo de negócio, conversão entre moedas, tarifas e funcionamento para o usuário final ainda precisam ser definidas.
Por isso, neste momento, não é possível determinar quanto custaria fazer uma transferência entre Brasil e Europa por meio da futura conexão. O projeto também busca aumentar a transparência e ampliar o acesso aos pagamentos internacionais.
Integração faz parte de movimento por pagamentos globais instantâneos
A possível conexão com o TIPS faz parte de uma agenda mais ampla do Banco Central para aumentar a interoperabilidade internacional do Pix.
Do lado europeu, também existem iniciativas para conectar o TIPS a outras infraestruturas de pagamentos. Entre os projetos citados pelo Banco Central estão o Nexus Global Payments, o sistema indiano UPI e a infraestrutura de pagamentos instantâneos da Suíça.
O movimento está alinhado ainda ao Plano de Ação do G20 para pagamentos transfronteiriços, que busca tornar essas operações mais rápidas, baratas, transparentes e acessíveis.
Quando será possível fazer Pix entre Brasil e Europa?
Ainda não existe uma data definida. Banco Central e Banco Central Europeu estão na fase de avaliação da viabilidade da conexão. Antes de uma eventual implementação, as instituições precisam estudar os aspectos técnicos, jurídicos, operacionais e comerciais envolvidos.
Portanto, apesar de a iniciativa abrir caminho para uma futura integração, não significa que o Pix já possa ser utilizado para transferências diretas entre Brasil e Europa.
Se o projeto avançar, a conexão poderá representar mais um passo na transformação dos pagamentos internacionais, aproximando a experiência das transferências transfronteiriças da rapidez que os brasileiros já encontram nos pagamentos domésticos via Pix.
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