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Burocracia consome três meses por ano dos pequenos empreendedores, revela estudo

Pequenos empreendedores
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Em resumo:

  • Pequenos empreendedores gastam, em média, nove horas por semana com burocracia, o equivalente a 468 horas por ano, segundo pesquisa encomendada pelo Nu Empresas à Bridge Research.
  • A burocracia afeta o crescimento dos negócios: 45% dos entrevistados afirmam já ter perdido oportunidades comerciais por falta de tempo, enquanto 68% acreditam que suas empresas seriam mais lucrativas com menos tarefas administrativas.
  • Automação e inteligência artificial podem ajudar a otimizar a rotina: 66% dos empreendedores já utilizaram ferramentas de IA, e 59% relatam redução no tempo e esforço necessários para realizar tarefas.

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Os pequenos empreendedores brasileiros dedicam, em média, nove horas por semana a tarefas burocráticas e financeiras, o equivalente a 468 horas por ano ou aproximadamente três meses de trabalho. É o que aponta a pesquisa Tempo é dinheiro: quanto a burocracia financeira custa ao pequeno negócio brasileiro, encomendada pelo Nu Empresas, do Nubank, à Bridge Research.

O levantamento ouviu 1.200 proprietários de pequenos negócios de diferentes regiões do Brasil, em julho de 2026. Os resultados, apresentados em outubro, revelam que 45% dos entrevistados já perderam oportunidades comerciais por falta de tempo, enquanto 53% relatam estresse e ansiedade relacionados às atividades administrativas.

Além de comprometer a rotina, a burocracia também é percebida como um obstáculo financeiro. Segundo o estudo, 66% dos participantes acreditam que essas tarefas reduzem a lucratividade de seus negócios.

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Quais tarefas burocráticas mais consomem tempo dos empreendedores?

Entre as atividades que mais exigem dedicação dos pequenos empresários, as obrigações fiscais e tributárias aparecem em primeiro lugar.

De acordo com a pesquisa, os principais processos citados são:

  • 43%: obrigações fiscais e tributárias;
  • 41%: controle de entradas e saídas financeiras;
  • 40%: emissão de notas fiscais;
  • 30%: conferência manual dos pagamentos recebidos.

Os resultados mostram que parte significativa da jornada dos empreendedores é destinada a atividades de controle e organização financeira.

A conferência de pagamentos, por exemplo, pode exigir a comparação entre comprovantes de vendas e extratos bancários para verificar se os valores foram efetivamente recebidos.

Burocracia afeta a lucratividade dos pequenos negócios

A pesquisa também investigou como os empreendedores percebem o impacto das tarefas administrativas nos resultados financeiros. Segundo o levantamento, 68% dos entrevistados acreditam que seus negócios seriam mais lucrativos se gastassem menos tempo com burocracia. Entre os lojistas, o percentual chega a 76%.

Além disso, 53% afirmam que as atividades administrativas prejudicam o foco em decisões estratégicas, enquanto 45% relatam já ter perdido oportunidades de negócio por falta de tempo.

Os dados indicam que a burocracia pode competir com atividades diretamente relacionadas ao desenvolvimento das empresas, como prospecção de clientes, planejamento comercial e expansão das operações.

É importante destacar que esses percentuais representam a percepção dos entrevistados, e não uma mensuração direta das perdas financeiras provocadas pela burocracia.

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Falta de tempo dificulta a conquista de novos clientes

Atrair e manter clientes é o principal desafio apontado pelos pequenos empreendedores brasileiros. Segundo a pesquisa, 48% dos participantes mencionaram essa dificuldade. Entre os microempreendedores individuais (MEIs), o percentual chega a 52%. Os custos operacionais elevados aparecem em seguida, citados por 39% dos entrevistados.

Esse cenário evidencia um desafio de gestão: ao mesmo tempo que precisam buscar novos clientes e aumentar as vendas, muitos empreendedores acumulam responsabilidades relacionadas ao atendimento, às finanças e à administração.

Com isso, atividades que poderiam contribuir para o crescimento da empresa acabam dividindo espaço com obrigações operacionais.

Organização financeira também é um desafio

Outro dado apresentado pelo levantamento diz respeito à separação entre as finanças pessoais e empresariais. De acordo com a pesquisa, 44% dos entrevistados utilizam recursos pessoais para resolver necessidades de caixa do negócio. A prática pode dificultar o acompanhamento das receitas, despesas e resultados financeiros da empresa.

Sem uma separação adequada, o empreendedor pode encontrar dificuldades para identificar a lucratividade real da operação e planejar investimentos.

Por isso, a organização financeira envolve não apenas o cumprimento de obrigações fiscais, mas também o acompanhamento dos recebimentos, pagamentos e recursos disponíveis.

Automação pode reduzir o tempo gasto com pagamentos e cobranças

A digitalização de processos financeiros aparece como uma alternativa para diminuir a quantidade de tarefas manuais realizadas pelos empreendedores.

Segundo o levantamento, metade dos participantes afirmou que, caso as rotinas de pagamento e cobrança fossem automatizadas pelo banco, utilizaria o tempo economizado para investir no negócio e buscar novas vendas.

Entre os processos que podem ser beneficiados pela automação estão a emissão de cobranças, o acompanhamento de pagamentos e a conciliação financeira.

A adoção dessas ferramentas pode reduzir a necessidade de verificações manuais e facilitar a identificação de valores recebidos.

Entretanto, os resultados dependem das características de cada empresa, das ferramentas utilizadas e da integração entre os sistemas financeiros.

Inteligência artificial já faz parte da rotina dos pequenos negócios

A pesquisa também identificou a presença da inteligência artificial nas atividades empresariais. Segundo os dados, 66% dos entrevistados já utilizaram alguma ferramenta de IA, enquanto 59% afirmam que a tecnologia reduziu o tempo e o esforço necessários para realizar tarefas.

Entre as aplicações possíveis estão o atendimento ao cliente, a criação de materiais de divulgação, a organização de agendas e o apoio à gestão financeira.

A utilização dessas soluções pode contribuir para a automatização de processos, mas exige atenção à qualidade das informações, à segurança dos dados e à supervisão das atividades realizadas.

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Como reduzir a burocracia na gestão de pagamentos internacionais?

Para pequenos negócios que operam no exterior e atendem clientes brasileiros, a gestão financeira pode envolver etapas adicionais, como cobranças em diferentes moedas e acompanhamento de recebimentos internacionais. Nesse contexto, utilizar soluções que centralizam as cobranças e facilitam a identificação dos pagamentos pode contribuir para a organização operacional.

Também é importante manter registros atualizados das transações, separar as finanças pessoais das empresariais e acompanhar regularmente os valores recebidos. A escolha de meios de pagamento adequados ao perfil dos clientes pode ajudar a reduzir etapas durante a contratação de produtos e serviços.

Como a Glin facilita os recebimentos de clientes brasileiros?

A Glin oferece uma infraestrutura de recebimento para pequenos negócios que atuam no exterior e vendem produtos ou serviços para clientes no Brasil.

Com a plataforma, os consumidores brasileiros podem pagar em reais, utilizando Pix ou cartão de crédito, com possibilidade de parcelamento em até 12 vezes, enquanto a empresa recebe no exterior.

A solução permite gerar cobranças e acompanhar pagamentos em uma plataforma, reduzindo a necessidade de estruturar uma operação própria de recebimento no Brasil apenas para atender esses clientes.

Dessa forma, empreendedores internacionais podem simplificar parte da rotina de cobranças e dedicar mais atenção às atividades comerciais de seus negócios.

Conheça a Glin e saiba como facilitar os recebimentos do Brasil para sua empresa no exterior.

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