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Brasileira muda para os EUA e cria empresa especializada em propriedade intelectual

Roberta da DMK
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Em resumo:

  • Advogada brasileira Roberta Minuzzo deixou uma carreira consolidada no Brasil para empreender nos Estados Unidos e fundou a DMK Group, empresa especializada em proteção de marcas, patentes e ativos intelectuais;
  • A empresa atua com estratégias de propriedade intelectual para empresários e companhias no Brasil, Estados Unidos, Portugal e União Europeia, ajudando negócios a protegerem suas marcas e expandirem internacionalmente;
  • Roberta destaca que planejamento, persistência e proteção da propriedade intelectual são pontos essenciais para empreendedores que desejam construir negócios no exterior.

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A propriedade intelectual sempre esteve presente na trajetória de Roberta Minuzzo. Antes de criar a própria empresa nos Estados Unidos, a advogada já acumulava experiência na área no Brasil, seguindo uma tradição familiar iniciada pelo pai, que também construiu carreira no segmento.

Formada em Direito e especializada em Propriedade Intelectual, Roberta atuou durante anos no mercado brasileiro, atendendo empresas e marcas de diferentes segmentos. A mudança para os Estados Unidos surgiu após um período de reflexão e planejamento, com o objetivo de construir uma nova etapa profissional e pessoal.

Hoje, à frente da DMK Group, ela auxilia empresários e empresas na proteção de suas marcas, patentes, softwares e outros ativos intelectuais, com atuação nos Estados Unidos, Brasil, Portugal e União Europeia.

Roberta da DMK
Reprodução/Arquivo pessoal

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Como surgiu a empresa?

A história da DMK Group começou antes mesmo da mudança para os Estados Unidos. Segundo Roberta, a relação com a propriedade intelectual nasceu dentro da própria família.

O contato com a área veio desde cedo, já que seu pai atuava no segmento há décadas e chegou a fundar uma empresa especializada em propriedade intelectual em Porto Alegre.

“Meu pai trabalhava nessa área desde adolescente. Ele começou como office boy, foi crescendo e chegou a um estágio em que saiu e montou a empresa dele. A família inteira trabalhava nessa empresa”, conta a empresária.

Cerca de dez anos atrás, Roberta decidiu mudar de país. A decisão envolveu um longo processo de planejamento, incluindo estudos sobre mercado, imigração e estrutura financeira.

“Foram dois anos de planejamento financeiro, pesquisando o mercado aqui, onde a gente ia se estabelecer, porque o estado da Flórida, imposto, clima, proximidade com o Brasil e voos diretos influenciaram na escolha”, explica a fundadora DMK Group.

Em 2018, a família chegou aos Estados Unidos e estabeleceu a empresa. Para Roberta, a mudança representava um novo desafio, mas a área de atuação já estava definida: “a única coisa que eu sabia fazer era trabalhar na área de propriedade intelectual. Eu fiz minha vida inteira nessa expertise, tenho especialização nessa área e era isso que eu iria fazer”.

Como funciona a empresa?

A DMK Group atua com soluções voltadas à proteção e gestão de ativos intelectuais, auxiliando empresas e empreendedores em processos relacionados a marcas, patentes, desenhos industriais, softwares e estratégias de proteção.

O trabalho da empresa vai além do registro de uma marca. Segundo Roberta, o objetivo é desenvolver estratégias para proteger negócios e garantir segurança jurídica aos empresários.

A advogada explica que muitos empresários investem primeiro na criação da empresa, marketing e divulgação, mas deixam a proteção da marca em segundo plano.

“O empresário geralmente faz todo o planejamento empresarial, abre empresa, começa a trabalhar, investe em marketing, investe no produto e no serviço. E o que é mais importante, aquilo que ele vai mostrar para o consumidor, muitas vezes ele negligencia, que é a proteção dos ativos intelectuais”, afirma.

Entre os serviços oferecidos pela DMK Group estão registros de marcas, proteção de patentes, softwares e orientação para empresas que desejam internacionalizar seus negócios.

A empresa atende tanto empreendedores brasileiros que vivem nos Estados Unidos quanto companhias brasileiras interessadas em expandir suas marcas para outros mercados.

“De uns dois anos para cá, comecei a atender clientes do Brasil, empresas que estão pensando em internacionalizar o negócio. Eles me procuram aqui para fazer o registro da marca deles nos Estados Unidos”, explica.

Para Roberta, um dos principais diferenciais da atuação internacional está na possibilidade de atender clientes em diferentes mercados.

“É difícil hoje ter em um escritório um advogado que atue em tantos países. Eu posso atender meu cliente no Brasil, nos Estados Unidos, em Portugal e na União Europeia”, afirma.

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Principais desafios

Mesmo após anos de atuação, um dos principais desafios da empresa continua sendo conscientizar empresários sobre a importância da propriedade intelectual.

Segundo Roberta, muitos empreendedores só procuram proteção quando o negócio já cresceu e, em alguns casos, quando enfrentam problemas relacionados ao uso da marca.

“O desafio continua sendo educar sobre a importância da proteção. O empresário precisa dar o devido valor para essa questão da propriedade intelectual”, afirma.

Um dos exemplos citados pela advogada envolve empresas que investem em uma marca sem verificar previamente se ela está disponível para registro.

“Muitas vezes o empresário já investiu alto sem saber se poderia investir. O processo deveria ser o inverso: primeiro eu pesquiso se posso usar a marca e depois invisto nela”, explica.

Roberta também destaca que o registro de uma marca representa mais do que uma formalização. Para ela, a marca pode se transformar em um ativo estratégico do negócio.

“As pessoas compram marcas. Quando eu abro uma franquia, tudo ali está envolvendo marca. Eu posso licenciar uma marca registrada, agregar valor ao meu negócio e avaliar essa marca como um ativo”, diz.

Conselhos para brasileiros que querem empreender no exterior

Após construir uma empresa fora do Brasil, Roberta destaca que planejamento é um dos principais fatores para quem deseja empreender internacionalmente.

Segundo ela, antes da mudança, é necessário alinhar expectativas familiares, estrutura financeira e estratégia empresarial. A empresária também reforça a importância de persistir durante o processo de construção de um negócio em outro país.

“No primeiro ano, literalmente, eu batia de porta em porta das empresas. Eu chegava com uma carta embaixo do braço caso a pessoa não pudesse me atender. Foi um trabalho de plantar, plantar e plantar”, relembra.

Para Roberta, a construção de uma empresa internacional exige paciência e consistência: “mesmo depois de oito anos, a gente não pode desistir. Eu acho que esse é o segredo: continuar trabalhando e construindo todos os dias”, conclui.

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