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Como as stablecoins podem mudar os pagamentos internacionais nos próximos anos?

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As stablecoins deixaram de ser um tema restrito ao mercado cripto e passaram a ocupar espaço nas discussões sobre pagamentos internacionais, câmbio e infraestrutura financeira global. Atreladas a moedas fortes, como o dólar, elas vêm sendo utilizadas por empresas e usuários que buscam mais agilidade, previsibilidade e eficiência em transferências internacionais.

Nos últimos anos, o crescimento desse mercado acelerou em diferentes países, impulsionado principalmente pelo avanço das soluções digitais e pela busca por operações cross border mais rápidas e menos burocráticas. Hoje, stablecoins como USDT e USDC já movimentam bilhões de dólares diariamente e começam a ganhar espaço em operações comerciais, remessas internacionais e plataformas de pagamento.

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O que são stablecoins?

Stablecoins são moedas digitais desenvolvidas para manter um valor estável, geralmente atrelado a ativos tradicionais, como dólar, euro ou ouro. Diferentemente de criptomoedas mais voláteis, como Bitcoin e Ethereum, elas têm como objetivo reduzir oscilações bruscas de preço.

Na prática, a maior parte das stablecoins funciona com um modelo de lastro. Isso significa que, para cada unidade emitida, existe uma reserva equivalente em dólar ou ativos financeiros considerados seguros, como títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Entre as stablecoins mais conhecidas do mercado estão:

  • USDT (Tether)
  • USDC (USD Coin)
  • EURC
  • DAI

Como funciona o lastro das stablecoins?

O conceito de lastro é um dos principais fatores que sustentam a estabilidade dessas moedas digitais. Em modelos mais tradicionais, cada token emitido corresponde a uma reserva financeira equivalente mantida pela empresa emissora.

Segundo empresas do setor, essas reservas costumam incluir:

  • dólar em caixa;
  • títulos públicos americanos;
  • ativos de alta liquidez;
  • reservas auditadas regularmente.

Esse mecanismo busca garantir que a stablecoin mantenha paridade com a moeda de referência, normalmente na proporção de 1 para 1.

Quais são os principais tipos de stablecoins?

O mercado trabalha atualmente com diferentes modelos de stablecoins, cada um com características específicas.

Stablecoins lastreadas em moeda fiduciária

São as mais utilizadas globalmente. Funcionam com reservas em moedas tradicionais, como dólar ou euro. USDT e USDC são os principais exemplos.

Stablecoins lastreadas em commodities

Nesse modelo, o valor acompanha ativos como ouro ou prata. Algumas stablecoins representam frações desses ativos físicos armazenados por instituições custodiais.

Stablecoins lastreadas em criptoativos

Utilizam outras criptomoedas como garantia. Apesar de manterem mecanismos de estabilidade, costumam apresentar maior exposição à volatilidade do mercado cripto.

Stablecoins algorítmicas

Não possuem reservas tradicionais. O equilíbrio do preço ocorre por meio de algoritmos que ajustam automaticamente oferta e demanda. Esse modelo costuma ser considerado mais arriscado em cenários de instabilidade.

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Por que as stablecoins ganharam espaço nos pagamentos internacionais?

O avanço das stablecoins está diretamente relacionado à necessidade de operações financeiras mais rápidas e globais. Em pagamentos internacionais tradicionais, transações podem levar dias úteis para serem concluídas, além de envolver múltiplos intermediários, taxas bancárias e variações cambiais.

Com stablecoins, parte desse processo pode ocorrer de forma mais ágil, funcionando praticamente 24 horas por dia.

Entre os principais fatores que impulsionam esse crescimento estão:

  • liquidação mais rápida;
  • redução de intermediários;
  • operações internacionais digitais;
  • previsibilidade cambial;
  • facilidade de integração tecnológica.

Stablecoins substituem bancos e sistemas tradicionais?

Apesar do crescimento acelerado, as stablecoins ainda convivem com estruturas financeiras tradicionais. Em muitos casos, elas funcionam como complemento tecnológico para operações internacionais, não necessariamente como substituição integral do sistema bancário.

Além disso, fatores como regulamentação, compliance, prevenção à lavagem de dinheiro e proteção ao consumidor seguem sendo pontos centrais para a expansão desse mercado.

Quais são os riscos das stablecoins?

Embora sejam consideradas menos voláteis que outras criptomoedas, stablecoins também apresentam riscos. Entre os principais pontos de atenção estão:

  • qualidade e transparência das reservas;
  • riscos regulatórios;
  • segurança tecnológica;
  • governança das empresas emissoras;
  • manutenção da paridade com o ativo de referência.

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