Empreendedorismo

Como um casal brasileiro transformou dicas de viagem em uma agência de turismo

Rumo a Orlando - Agência de Viagens
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Empreender no exterior é um sonho para muitos brasileiros. A história de Felipe Magalhães e Rebeca Lopes, fundadores da agência de viagens Rumo a Orlando, mostra como uma paixão pessoal pode se transformar em um negócio internacional.

“Depois de inúmeras viagens de férias a Orlando, tivemos certeza de que nossa experiência como turistas poderia ajudar mais pessoas a aproveitarem suas viagens de uma forma mais assertiva”, lembra Felipe Magalhães.

Hoje a empresa atende milhares de famílias brasileiras todos os anos, oferecendo consultoria especializada para quem deseja visitar os parques temáticos de Orlando. Mas o início foi muito diferente do que é hoje. Conheça melhor a história abaixo!

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Carreira antes do empreendedorismo

Antes de abrir o próprio negócio, Felipe e Rebeca tinham carreiras em grandes empresas multinacionais. Felipe trabalhava na área de tecnologia, enquanto Rebeca atuava na área administrativa.

Felipe conta: “eu era gerente de projetos em uma empresa de tecnologia e Rebeca era da área administrativa da Coca-Cola”. Apesar das carreiras estáveis, o casal compartilhava uma paixão em comum: viajar para Orlando.

A ideia que começou como hobby

A ideia do negócio surgiu de forma natural, a partir das experiências pessoais do casal durante suas viagens para os parques temáticos da cidade.

Felipe explica que, ao conversar com amigos que também viajavam para Orlando, percebeu uma diferença grande entre a experiência deles e a do casal. Muitos voltavam frustrados por não terem aproveitado bem os parques, restaurantes e atrações.

“Sentíamos que por falta de planejamento adequado, eles não visitavam todas as atrações mais legais dos parques temáticos, não visitavam bons restaurantes, não aproveitavam alguns benefícios dos parques, não assistiam aos shows imperdíveis”. Foi então que decidiram compartilhar dicas na internet.

O crescimento nas redes e o nascimento da empresa

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Inicialmente, Felipe e Rebeca começaram a escrever relatos de viagem em um fórum online para ajudar outros turistas. Com o tempo, os relatos ganharam destaque entre os viajantes e a audiência começou a crescer.

Depois veio uma página no Facebook para centralizar as dicas, e o público começou a pedir ajuda personalizada para planejar viagens. Felipe revela: “logo estávamos fazendo roteiros personalizados para desconhecidos e cobrando por este trabalho. O que começou como hobby e ajuda gratuita começava a se transformar em um negócio lucrativo”.

Com o aumento da demanda, o casal decidiu formalizar a empresa. Assim nasceu a Rumo a Orlando, inicialmente focada em roteiros personalizados. Com o tempo, os serviços foram ampliados para incluir:

  • hospedagem
  • aluguel de carros
  • ingressos para parques
  • seguro viagem
  • consultorias personalizadas

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A mudança para os Estados Unidos

Com o crescimento do negócio e a necessidade de produzir mais conteúdo e acompanhar as novidades do destino, o casal decidiu dar um passo importante: mudar para Orlando.

Eles passaram a viver na cidade em 2014, o que ampliou ainda mais o conhecimento sobre o destino e ajudou a fortalecer a empresa.

Hoje a Rumo a Orlando possui uma divisão internacional e atende clientes tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos.

O público da empresa

Mesmo com a expansão internacional, o público da empresa permanece bem definido, segundo o cofundador Felipe Magalhães: “famílias que desejam fazer uma viagem completa aproveitando o melhor que Orlando tem a oferecer”.

A consultoria envolve desde a escolha de hotéis até planejamento detalhado das visitas aos parques.

O diferencial no mercado

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O mercado de turismo para Orlando é altamente competitivo, mas Felipe acredita que o diferencial da empresa está no atendimento personalizado e na experiência acumulada ao longo dos anos.

“Nossa capacidade de ajudar cada família com o que elas precisam de forma particular e não apenas entregando algo previamente pronto faz com que os clientes se sintam acolhidos”, pontua o empreendedor.

Segundo ele, o relacionamento com os clientes muitas vezes vai além do serviço prestado: “demonstrar que nos importamos de verdade com o sucesso da viagem faz eles entenderem que podem contar com a gente de verdade”.

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Desafios de empreender em um mercado competitivo

Um dos maiores desafios enfrentados pela empresa é a concorrência baseada apenas em preço. Felipe explica que muitas pessoas acreditam que vender viagens para Orlando significa oferecer o menor valor possível, mas ele vê o negócio de outra forma.

“Nos manter competitivos em um mercado onde a cada dia surgem pessoas e empresas que acham que vender Orlando é sobre ter o menor preço. Não é”, aponta o cofundador da Rumo a Orlando.

Para ele, o diferencial está na inovação e na adaptação constante, conforme afirma: “o desafio da adaptação ao novo é constante. Hoje não fazemos mais o que fazíamos em 2011 quando começamos”.

Planos para o futuro

A empresa continua investindo em novos produtos e serviços para fortalecer sua posição no mercado.

Felipe Magalhães revela alguns planos da Rumo a Orlando: “criar novos produtos e serviços e trazer para o mercado soluções que a concorrência não poderá simplesmente reproduzir”.

Segundo o empreendedor, essas novas experiências para os clientes já estão sendo desenvolvidas.

Conselhos para quem quer empreender no exterior

Para brasileiros que sonham em abrir uma empresa fora do país, Felipe acredita que o mais importante é começar, mesmo que de forma pequena.

“Tenha um plano concreto, mas não espere até que todos os astros estejam alinhados para começar”, recomenda o cofundador da Rumo a Orlando.

Ele também destaca que o sucesso depende muito da capacidade de conquistar clientes. “Abrir uma empresa no exterior não é difícil. Difícil é abrir uma empresa, conquistar espaço no mercado e se manter com este espaço”, comenta.

E deixa um conselho direto para novos empreendedores: “só tem um setor para o qual você precisa direcionar toda sua energia inicial: vendas. Vender é primeiro. Gerir é depois”.

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