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Quanto custa receber pagamentos do Brasil? Taxas, impostos e armadilhas

Quanto custa receber pagamentos do exterior
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Receber do Brasil pode parecer simples até que as taxas de pagamento internacional no Brasil comecem a reduzir o valor final. Entre IOF, spread cambial, tarifas bancárias e possíveis retenções de imposto, o custo do pagamento internacional pode variar conforme a estrutura escolhida.

Quanto custa receber pagamentos do exterior

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Quais são as principais taxas de pagamento internacional no Brasil?

Quando alguém paga do Brasil para o exterior, o custo final normalmente envolve cinco camadas:

  1. IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)

  2. Imposto de Renda (quando aplicável)

  3. Spread cambial (diferença entre câmbio oficial e câmbio aplicado)

  4. Tarifa de envio ou taxa administrativa

  5. Custos de bancos intermediários (SWIFT)

IOF pagamento internacional: quanto é cobrado?

O IOF incide sobre operações de câmbio. As alíquotas variam conforme a natureza da transação:

  • 0,38% para recebimento do exterior (titularidade diferente)

  • 1,1% para transferências entre contas de mesma titularidade

  • Até 3,5% em determinadas operações de envio

O IOF é retido automaticamente pela instituição financeira no momento da conversão, ou seja, o valor já chega líquido ao beneficiário. O IOF não é negociável, o que muda é como ele aparece no cálculo total.

Confira: O que é IOF e como ele impacta as operações financeiras?
PayPal, Wise ou plataforma local: qual a melhor forma de receber do Brasil?

Imposto de Renda: quando pode incidir?

Dependendo da finalidade, pode haver IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte):

  • Serviços prestados ao exterior

  • Royalties

  • Juros

  • Remessas para países com tributação favorecida

As alíquotas variam entre 15% e 25%, podendo chegar a 33,33% em casos específicos.

Para pessoa física, o recebimento deve ser declarado via Carnê-Leão. Para pessoa jurídica, a tributação segue o regime da empresa (Simples, Lucro Presumido ou Real).

Spread cambial: como funciona?

Muitos focam na tarifa fixa e ignoram o câmbio aplicado. Existem dois tipos principais:

Câmbio comercial

Mais próximo da cotação oficial do mercado interbancário. Normalmente utilizado por plataformas especializadas e contas internacionais.

Câmbio turismo

Inclui margem maior.  Aplicado em cartões internacionais, casas de câmbio físicas e alguns intermediadores.

Tarifas bancárias e taxas SWIFT

Bancos tradicionais costumam cobrar:

  • Taxa fixa de recebimento: entre R$ 50 e R$ 300

  • Taxa SWIFT: até R$ 100

  • Possíveis custos de bancos intermediários

Entre os principais bancos brasileiros, a taxa pode variar de 1% do valor com mínimo e máximo estabelecidos, além do IOF e do câmbio com margem. O prazo costuma variar entre 2 e 5 dias úteis.

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Armadilhas mais comuns ao receber pagamentos do Brasil

Ao receber pagamentos do Brasil, muitos custos não aparecem de forma clara no início da operação. Em vários casos, o valor “combinado” é reduzido por taxas embutidas no câmbio, tarifas de processamento e impostos aplicados conforme a finalidade do recebimento.

Por isso, entender as armadilhas mais comuns ajuda a evitar surpresas no valor líquido, comparar opções com mais precisão e escolher a estrutura mais adequada para a operação.

1. Focar só na taxa fixa

Uma plataforma pode anunciar “tarifa zero”, mas compensar no câmbio.

2. Ignorar o VET

O Valor Efetivo Total mostra o custo real da operação.

3. Não considerar tributação

Recebimentos por prestação de serviço exigem invoice e podem gerar obrigação tributária.

4. Não simular antes

Cada instituição aplica regras diferentes por moeda, valor e finalidade.

Existe limite para receber dinheiro do Brasil?

A Receita Federal não impõe limite máximo geral, mas:

  • Valores acima de US$ 10.000 podem exigir comprovação de origem

  • Instituições podem estabelecer limites próprios

  • Pessoa física precisa declarar via Carnê-Leão

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