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Pix no exterior: entenda o que é Pix roaming e como funciona o pagamento internacional

Pix Roaming
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Um brasileiro em viagem a Lisboa entra em uma cafeteria, escaneia um QR Code e paga com Pix. O valor é debitado instantaneamente em reais e a confirmação surge em segundos, como ocorre no Brasil. Situações semelhantes têm se tornado mais comuns em destinos com grande fluxo de turistas brasileiros e levantam um questionamento recorrente: o Pix passou a funcionar internacionalmente?

Apesar da percepção de internacionalização, o Pix permanece um sistema doméstico. O que se expande é a experiência de pagamento, sustentada por estruturas privadas de câmbio e liquidação internacional. Esse fenômeno tem sido chamado de Pix roaming.

Pix Roaming

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O que é Pix roaming?

Pix roaming é a adaptação da experiência de pagamento instantâneo brasileiro para compras realizadas fora do país. O usuário autoriza a transação em reais no aplicativo do banco brasileiro, enquanto a etapa internacional ocorre fora do trilho Pix.

Nesse modelo, a liquidação internacional é realizada por empresas intermediárias, geralmente prestadores de serviços de pagamento (PSPs), responsáveis por:

  • consolidar os pagamentos realizados;

  • executar a conversão cambial;

  • liquidar o valor na moeda local do estabelecimento.

O Pix, portanto, continua operando apenas no Brasil e em reais.

Pix é internacional?

Do ponto de vista técnico e regulatório, não existe Pix internacional. O sistema:

  • opera exclusivamente em moeda brasileira;

  • não possui interoperabilidade com sistemas instantâneos de outros países;

  • não realiza liquidação em moeda estrangeira;

  • não integra arranjos multilaterais semelhantes às redes globais de cartões.

A experiência internacional ocorre por meio de processos externos ao Pix, conduzidos por intermediários financeiros.

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Formas de pagamento no exterior e diferenças operacionais

Para fazer pagamentos internacionais, brasileiros utilizam três principais meios:

Cartão de crédito internacional

O cartão permite autorização imediata da compra, mas a liquidação ocorre posteriormente. O valor final pode variar em função do câmbio e encargos, além da possibilidade de bloqueios antifraude em compras fora do padrão.

Dinheiro em espécie e cartões pré-pagos

Essas alternativas reduzem a incerteza cambial no momento da compra, mas apresentam custos adicionais, menor praticidade e necessidade de planejamento prévio.

Pix roaming

O Pix roaming oferece autorização instantânea em reais e visualização do valor final no momento da transação. A conversão e liquidação internacional ocorrem posteriormente, fora do trilho Pix, por intermediários especializados.

Como funciona a liquidação internacional no Pix roaming?

O fluxo operacional do Pix roaming ocorre em duas etapas distintas.

  1. Liquidação doméstica: o Pix é processado no Brasil e transferido para uma empresa participante do ecossistema Pix.

  2. Liquidação internacional: o intermediário realiza câmbio, transferência e pagamento ao lojista no exterior por meio de arranjos próprios.

Em alguns casos, mecanismos adicionais podem ser utilizados, como stablecoins lastreadas na moeda de destino, com posterior conversão para moeda local. Esses processos permanecem invisíveis ao usuário final.

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Impactos para o mercado de pagamentos internacionais

O Pix roaming sinaliza mudanças no comportamento do consumidor e na dinâmica competitiva do setor de pagamentos. Entre os principais efeitos estão:

  • expansão da familiaridade do usuário com pagamentos instantâneos;

  • aumento da demanda por soluções internacionais com experiência local;

  • maior relevância de intermediários especializados em câmbio e liquidação;

  • pressão competitiva sobre meios tradicionais de pagamento.

Relação com pagamentos internacionais digitais

Para empresas e consumidores que realizam transferências internacionais, o fenômeno reforça a importância de soluções que combinem:

  • transparência cambial;

  • liquidação rápida;

  • previsibilidade de custos;

  • integração com experiências digitais conhecidas pelo usuário.

Nesse contexto, fintechs e plataformas de pagamentos internacionais assumem papel central ao viabilizar a liquidação fora do país, mantendo a experiência simplificada.

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